LIMIAR - ENTRE O CÉU E O INFERNO

Escritora Elaine Velasco, lança livro cuja história se passa em Iporanga, ItapevaAvaré e Bertioga . 


 Título do livro: Limiar - Entre o céu e o inferno
Gênero: Ficção, Literatura Fantástica
Editora: Dracaena


Sinopse:Samuel é o homem mais lindo e sedutor que Ester já conheceu. Miguel é o amigo mais fiel e companheiro que uma garota poderia querer. Um deles é um anjo, o outro, um demônio. Mas em que ou em quem acreditar? Dividida entre o amor e a amizade dos dois, a garota não imagina o motivo que faz com que eles se odeiem tanto e menos ainda que ela é a peça-chave na eterna luta entre o bem e o mal. Antigos segredos de família e muito mistério cercam essa história de amor, proibida tanto pelas leis divinas quanto pelas leis infernais.
Sobre a autora: Nasceu em Itapeva, interior do estado de São Paulo. Casada, tem uma filha. É professora de Matemática e Física na cidade de Ribeirão Branco.
Observação: A história se passa em sua maioria em Itapeva, mas também tem trechos ocorridos em Avaré, Bertioga e Iporanga. 




Escritora: Elaine Velasco


Onde adquirir o livro: com a autora, autografado, pelo e-mail: elainevelascoautora@gmail.com ou pela internet nos site da Editora Dracaena (www.dracaena.com.br)

Para maiores informações, acesse meu blog: elainevelasco.blogspot.com 






------------------ABAIXO UM TRECHO DO LIVRO----


– Miguel mudou para cá para estudar conosco, na cidade dele não há bons colégios e ele precisa estudar muito, pois quer fazer vestibular de Medicina, como você, Ester.
– Na verdade, quem quer que eu curse Medicina são meus pais, Bruno, você sabe.
– Mas, de onde você é, mesmo? – interessou-se Ana, que de repente parecia simpática demais.
– Sou de Iporanga. Conhecem?
– Não é lá que fica o Petar? – apressou-se em perguntar Ana, tentando causar boa impressão, demonstrando ao mesmo tempo interesse e conhecimento.
– Petar? – perguntou Ester, franzindo a testa.
– Santa ignorância, Ester, é uma reserva natural, que conta com um dos últimos resquícios de mata atlântica do Estado, além de um complexo de cavernas, rios e cachoeiras. Fica aqui perto, a mais ou menos cento e cinquenta quilômetros.
– Cento e cinquenta quilômetros de uma estrada horrível, por sinal. Levei quatro horas para chegar aqui! Da próxima vez, virei de jipe! – brincou Miguel, com um largo sorriso bonachão.
– Bom dia, turma. Guardem suas mochilas. Em cima da carteira só lápis, borracha e caneta azul – era o professor Marcelo, que adentrara a sala como um furacão, com as provas em punho, pronto para distribuí-las.
– Professor, temos um aluno novo – disse Ana, indicando Miguel.
– Oh, e como você se chama?
– Miguel.

– Muito prazer, Miguel. Sou o professor de Química, me chamo Marcelo. Esta é nossa semana de provas. Você já havia realizado as provas em sua antiga escola?
– Sim, professor, já vim com as notas do primeiro bimestre registradas em minha documentação de transferência.
– Bem, se você quiser, não precisa realizar as provas, então.
– Se você me permitir, professor, gostaria de fazê-las, para que possamos testar meu nível de conhecimento.
– Enfim um aluno interessado! Estão vendo, turma? Mirem-se no exemplo deste jovem!
– Você pode fazer as minhas provas, se quiser – sussurrou Bruno, que se sentou atrás de Ana e ao lado de Miguel, que por sua vez sentou atrás de Ester.
Quando soou o sinal que anunciava o intervalo das aulas, Ana emparelhou-se com Miguel na saída da sala, conversando animadamente, querendo saber tudo sobre ele, que tipo de música gostava, que tipo de comida preferia, se tinha algum hobby, enfim, encheu-o de perguntas, que ele respondia sempre bem-humorado e bem disposto. Bruno achegou-se à Ester, resmungando, mal-humorado.
– Parece que Ana gostou do meu primo.
– Parece que sim, Bruno.
– Justamente meu primo! Ela adora novidades, nunca percebe o que está próximo a ela... – chateado, chutou uma pedra e por pouco não acerta um aluno da quinta série que comia seu lanche sentado num dos bancos do pátio.
“Como eu sou burra!” – pensou Ester. – “É por isso que Bruno anda cabisbaixo desde o carnaval, ele está apaixonado pela Ana e ela parece não notar, se interessando por cada rapaz novo que conhece.”
Bruno sentou num canto, cruzou os braços e ficou emburrado. Ester não sabia o que falar, como lidar com uma situação dessas? Enquanto ela tentava pensar em algo, Miguel e Ana vieram sentar com eles.
– Não vai comer nada hoje, Bruno? – inquiriu Ana, mordendo o sanduíche que comprara na cantina.
– Estou sem fome.
– Você, sem fome? Está doente? Você costuma comer dois cachorros-quentes toda manhã, além de chocolates e biscoitos. Não sei como é que você consegue ser magro desse jeito, comendo a quantidade que come! – caçoou Ana.
– E quanto a você, Ester? Não vai comer nada? – quis saber Miguel.
– Também estou sem fome.
– A avó dela morreu no final de semana.
– Puxa, sinto muito, Bruno comentou comigo.
– Ah, mas não se preocupe, basta o namorado bonitão dela voltar de viagem, que tudo ficará bem – alfinetou Ana.
– Você tem namorado?
– Se ela tem namorado? Ester namora o cara mais bonito da cidade, quer dizer, aquele que era o cara mais bonito da cidade – insinuou Ana, enrubescendo.
– Ester, vem cá um pouquinho – era Alice, que do outro lado do pátio, gesticulava para a irmã, acompanhada por Flávia e Luana.
– O que foi? – perguntou, aproximando-se do grupo de garotas que pareciam eufóricas.

– Quem é aquele pedaço de mau caminho que está sentado com vocês?
– Ah, é o Miguel, ele é primo do Bruno, vai estudar na minha sala.
– Ele tem namorada?
– Acho que não.
– Apresenta ele pra gente, vai – implorou Luana, que depois que Ester firmara namoro com Samuel, passou a tratá-la de forma polida, pois percebeu que o jogo já estava perdido.
Ana não ficou nada satisfeita ao ver Miguel cercado daquelas garotas populares e estonteantes do terceiro ano, que pareciam querer tirar um pedaço dele. Ester e Bruno divertiam-se com a situação, tanto com a expressão de pânico de Miguel, quanto com a expressão de fúria de Ana. Ao término do intervalo, Miguel foi escoltado pelas garotas até a sala do segundo ano e respirou aliviado ao desabar na cadeira logo atrás de Ester.
– E aí, o que achou da minha irmã?
– Muito simpática, ela e suas amigas.
– Simpáticas demais – bufou Ana.
– Ei, Bruno, quer ir comigo à biblioteca municipal esta tarde? – Ester tentou mudar de assunto, para que o amigo não se aborrecesse com o nítido interesse de Ana por Miguel.
– Eu tenho que ajudar meu pai no restaurante. Mas seria legal se você levasse o Miguel com você, para ele conhecer um pouco mais da cidade.
– Claro, eu adoro ler, posso aproveitar para fazer meu cadastro lá e conhecer o acervo local – concordou Miguel, satisfeito com a ideia.




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Onde adquirir o livro: com a autora, autografado, pelo e-mail: elainevelascoautora@gmail.com ou pela internet nos site da Editora Dracaena (www.dracaena.com.br)

Para maiores informações, acesse meu blog: elainevelasco.blogspot.com 





Por: Nilton F da Silva - 03/08/2012



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