DESCOBERTA CIENTÍFICA EM IPORANGA NA RESERVA BETARY

Jovens pesquisadores encontraram em Iporanga uma larva rara, que se ilumina durante a noite.
    A partir de agora, a pequena cidade de Iporanga, no Vale do Ribeira, não será conhecida apenas por suas cavernas. A larva de um mosquito de nome estranho acaba de colocar Iporanga no centro do interesse científico internacional, especialmente dos que estudam a biodiversidade.
     O nome da larva é Neoceroplatus betaryiensis, o primeiro organismo terrestre com bioluminescência azul da América Latina. Em outras palavras: essas larvas ficam iluminadas de azul durante a noite, fenômeno que na Biologia leva o nome de bioluminescência. A descoberta virou artigo científico publicado na última segunda-feira (5) em um dos mais importantes e renomados jornais científicos do mundo, o Scientific Reports. A larva foi encontrada por pesquisadores na Reserva Betary, coração da Mata Atlântica no Vale do Ribeira. Nessa reserva funciona o Instituto de Pesquisas da Biodiversidade (IPBio), uma entidade sem fins lucrativos mantida parte com recursos de visitação pública, parte pelo CPEA, Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais.Esse trecho de Mata Atlântica em Iporanga já é conhecido por ter a maior concentração de todo o planeta de espécies de cogumelos que emitem luz.Esses seres luminosos crescem no interior da floresta úmida, sobre as cascas das árvores e nos galhos e troncos caídos no chão. Durante o dia, se parecem com outros cogumelos conhecidos da população, mas ao cair da noite, é possível enxergar sua luz esverdeada fosforescente em meio à escuridão.  E foi pesquisando sobre os cogumelos que os cientistas encontraram a larva do mosquito Neoceroplatus betaryiensis que também emite luz azul durante a noite.
      “Entre a descoberta e a publicação do artigo foram dois anos. Precisávamos ter a certeza de se tratar de algo inédito para essa região da América”, diz a bióloga Ana Gláucia da Silva Martins, um dos 13 cientistas que assinam o artigo. Essas pequenas larvas, com menos de 2 centímetros de comprimento, possuem três órgãos que emitem luz: dois na cabeça e um na cauda.

FONTE DA REPORTAGEM: https://www.atribuna.com.br/


FOTOS: RESERVA BETARY

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